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Dudu Pedra abre Tour APB em Pipeline

Ride It! entrevista alguns dos competidores que participarão da etapa de abertura do Tour APB 2019, de volta a etapa tradicional de Pipeline, Hawaii. Com vocês, Dudu Pedra, um dos bodyboarders mais preparados para representar o Brasil numa das ondas mais poderosas do planeta. Já está com as malas prontas e bate um papo com a gente.

Ride It! – Dudu, como você está se preparando para essa etapa de abertura tão importante como é Pipeline?

Dudu Pedra –  Eu tô me preparando como nunca me preparei, tô fazendo  um trabalho funcional com bastante alongamento, faço aula de alongamento, fazendo academia e tô treinando bastante, dentro dágua também, tentando passar o máximo de tempo em casa swell que tem, pra manter a mobilidade e chegar lá principalmente com gás, com disposição, tentar manter e aumentar o ritmo, que é o que sempre busco melhorar.

RI! – Sabemos que você tem uma intimidade especial com a  onda. Quantas temporadas tem nas costas e quando foi sua primeira experiência no Hawaii?

DP – Eu amo Pipeline, amo ir pro Hawaii, é um lugar incrível. Essa é minha quinta temporada, na verdade é um tipo de onda extrema e onde eu treino, em Itacoatiara e Shock, já me faz ter uma certa tranquilidade no pico.  A minha primeira vez no Hawaii foi em 98 com 17 anos onde aquilo tudo me parecia um coisa impossível na minha cabeça, chegar em Pipeline e pegar onda, devido ao crowd, localismo, etc. E foi um resultado muito maneiro porque eu consegui surfar Pipeline, consegui pegar muita onda boa pra Backdoor, que até então era meio que um pesadelo dentro da cabeça de quem vai pela primeira vez e isso aí meio que me abriu uma cortina, me dando muita confiança. A partir dalí, acho que é o lugar que mais gosto de ficar, embaixo do pico entre Pipe e Backdoor e nos dias de crowd pegar “aquelas sobras” alí. Realmente, graças a Deus, consigo pegar umas ondas boas.

RI! – Como foi sua participação no Tour APB 2018, cite suas colocações e que etapa destacaria?

DP – 2018 eu pensei mais no freesurf do que no tour. Comecei o ano com um 5º lugar na etapa de Arica, no Chile. Depois pintou uma proposta para fazer uma trip com os amigos para as ilhas Mentawaii e fiquei na dúvida se teria dinheiro para continuar seguindo o Tour e depois de lá competi Itacoatiara e fui já focado nessa missão da Indonésia e depois de um mês e pouco já queria voltar pra casa e minha escala de volta era por Portugal, eu fiquei lá, fiz os pontos suficientes para me classificar pra esse ano e me manter entre os Tops. Pude ser presenteado por estar presente na etapa de Pipeline, que é uma onda espetacular e especial pra mim.

RI! – Como vê a volta de Pipeline ao Tour?

DP –  Pipeline é muito especial pro Bodyboard, Pipeline é especial pro mercado em sí. Com certeza quando tem uma etapa ali, todos os olhos se voltam, aquece a mídia, aquece as redes sociais e nosso esporte tem uma grande visibilidade e mostra os melhores do mundo de fato, com a galera surfando nessa condição, numa onda boa pro Bodyboard e dá pra gente ter um palco e os verdadeiros astros dando show.

Seria ótimo se tivesse tudo que a gente busca ali, uma boa premiação, bons pontos… mas acho que isso vai chegar ainda. Eu entrei no Tour por conta de Pipeline, pois eu estava lá ha 4 anos atrás e abriu uma vaga para eu competir, fiz uma semi-final, depois conseguí bons resultados nas outras etapas já ganhando pontos pra ser Top e daí fiquei direto até hoje, conseguindo conciliar minha carreira de freesurfer com a de competição.

A minha vontade hoje é chegar em Pipe 50% com muita vontade de pegar as melhores ondas e exibir uma excelente perfomance e 50% com vontade ganhar, mas uma coisa ligada á outra, porque se eu fizer uma boa perfomance posso ir longe então a idéia é essa: chegar e surfar altas ondas e se Deus quiser, ganhar o campeonato.

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Fique atento ao  Mike Stewart Pipeline Invitational 2019
Trials: Fevereiro de 18 a 23
Periodo de Espera: Fevereiro 24 – Março 8
Mais info: bit.ly/MSPipe2019
Inscrições: apbtour.com/registration
Photo: gOnzo
 — em Banzai Pipeline.




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