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Paixão pelo bodyboard e por subir ao pódio

Em toda etapa que disputa, Robson sempre é apontado como um dos favoritos ao título. Foram 20 vezes no pódio em 2018  Foto: Yago Dávila/Divulgação

Se tem um cara que gosta de competições, e vibra com o desenvolvimento esportivo, esse cara atende pelo nome de Robson Costa. O bodyboarder, que aos 48 anos tem fôlego de sobra, é presidente da União dos Bodyboarders de Niterói (UBBN). Ele esteve nada mais, nada menos do que 20 vezes no pódio em 2018 e se sagrou campeão em seis ocasiões por equipe, faturando um título individual. Além disso, ficou em segundo lugar por quatro vezes individualmente e uma vez por equipes e ficou em terceiro lugar por três vezes por equipes e outras cinco individualmente.

Nascido e criado em Niterói, Robson respira bodyboarding desde 1984, quando deu as primeiras remadas pegando o famoso jacaré na Praia de Icaraí, Zona Sul. O atleta contou que pouco tempo depois, quando passou a frequentar a Praia de Piratininga, também na Região Oceânica, recebeu um presente da sua avó que veio mudar sua vida: a sua primeira prancha “morey boogie mach 77”, modelo este predominante nas praias do nosso Estado, naquela época.
“Entre os anos de 1984 e 1988, eu mantive meus treinamentos nas praias de Itacoatiara e Piratininga. Em 1989 fui convidado por amigos para participar do primeiro campeonato, que aconteceu em Itacoatiara. Foi uma etapa realizada no Costão com mar gigante e difícil. Nessa etapa, assim como outras realizadas no meio e no pampo, tudo foi muito disputado e eram praticamente 100 atletas”, recordou o atleta niteroiense, que naquele ano terminou a competição em quinto lugar. Os treinamentos continuaram e com eles outros desafios. Recorda-se de uma etapa realizada em Saquarema, com 12 pés aproximadamente 4 metros, no final dos anos 80 ou início dos anos 90. Foi um dos maiores mares que participei em competições. Era assustador, mais os treinamentos nas praias de todo o Estado do Rio de Janeiro, principalmente em Saquarema, nos permitiam estar psicologicamente e fisicamente preparados para aquelas condições. Eramos quatro atletas de Niterói ( Paulo Esteves, Alexandre Cyrino, Leonardo Lobo e Eu). Recordo que Paulinho fez uma final épica com Guilherme Tâmega.
Os anos passaram, surgiram os compromissos familiares e profissionais, diminuindo o ritmo de treinamentos.
Sem deixar de remar nas folgas.
Hoje Robson é administrador de empresas e tem o mar como fonte de inspiração e refúgio para sair da rotina: “água salgada energiza”, brincou o atleta, que trabalha na organização de campeonatos do desporto, além de atuar no projeto social de bodyboarding que leva o nome da sua esposa – Lyse Kitzinger – cujo o foco principal está na educação, orientação e incentivo aos jovens por meio da prática esportiva.
“Meu objetivo é levantar a bandeira do esporte em Niterói e fazer com que mais pessoas possam praticar o bodyboard. Niterói é um celeiro de talentos desde os anos 80 e com certeza a cada ano esse número aumenta”, disse o atleta, que no último ano esteve focado nas competições masters e open e disputou competições em Itacoatiara, Barra da Tijuca, Macaé, Campos, Joatinga, Maricá e Espírito Santo.
Sobre os desafios do esporte, Robson deu o recado para aqueles que estão começando a dar as primeiras braçadas. Para fomentar a prática do esporte, o bodyboarder é responsável por organizar uma das provas mais tradicionais de Niterói e do Estado do Rio, que é o G-80 Bodyboarding, que acontece com diversas etapas sendo disputadas por atletas de Niterói e de outros lugares do Brasil e até do exterior.

“Agradeço ao bodyboarding por todas as portas abertas, amigos e experiências adquiridas dentro e fora d’água. Nunca desista dos seus sonhos”, desejou Robson.




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