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Entrevistas – Fabinho “Big Z”

RI! – Quem é Fabinho Assumpção? Conte-nos sobre sua história.

FA – Me chamo Fábio Assumpção de Moraes, nasci em 29/12/1980, fui “feito” em acampamento de Carnaval deste ano! Sou casado hà 20 anos e tenho um filho lindo de 12 anos. Minha infância foi muito boa, pratiquei esportes como karatê, natação, bike, skate, mergulho e surf. Dentre todos esses esportes o Bodyboard foi o que me deu mais prazer.

RI! – Desenhos e Fotografia. Ambas são artes diferentes com algumas semelhanças. Qual a importância das mesmas em sua vida?

FA – Eu desenho desde os 5 anos de idade, aos 15 fiz meu primeiro curso de desenho no SENAC. Uso meus dons artísticos em tudo o que faço, nos quadros, camisas, tatuagens, pinturas em geral e recentemente nas pranchas. A fotografia é uma paixão, meu ponto de vista primordial são as paisagens de pôr e o nascer do sol; são os melhores momentos! A fotografia é uma arte de capturar e eternizar os momentos que merecem ser revistos. Uso isso pra fazer as fotos durante o surf. Fico feliz quando minhas fotos são motivos de alegria da galera. Ambas são importantes, sendo que utilizo o desenho como forma de trabalho e a fotografia para momentos de lazer.

RI! – Tatuagens, qual foi sua inspiração para começar a fazer tatuagens e virar um profissional da área?

FA – Minha formação de desenho é muito ampla dando-me a possibilidade de usar técnicas nas mais variadas linhas de trabalho. A maioria dos colegas desenhistas, que por sinal vários deles, hoje são tatuadores me cobravam o ingresso em mais essa arte. No qual sou alto de data, sem formação profissional, apenas utilizo tudo que aprendi em meus anos de trabalhos de desenho; só que ao invés de papel, tecido e teclas, agora uso a pele das pessoas.

RI! – Qual tipo de tinta você usa? Qual o nome destas tintas? São caras?

FA – Uso vários tipos de tintas. Cada marca tem uma variedade de cores. A principal se chama electricink. Eu não acho caro os materiais de tatuagem, a tinta é apenas 1 em mais de 20 materiais utilizados na composição da tatuagem. Isso tudo é repassado ao consumidor final. Sempre priorizo a qualidade e higiene.

RI! – Como você se sentiu quando fez sua primeira tatuagem em alguém?

FA – Senti uma mistura de felicidade e nervosismo, minha primeira “cobaia” foi uma amiga que se chama Monalisa, o mesmo nome do famoso quadro.

RI! – Big Z Hand Board. De onde surgiu essa paixão por fabricar pranchas para a prática do Bodysurfing? Além de shaper, é adepto do esporte?

FA – Pratico Bodyboard, sempre fui adepto ao “jacaré ” conhecido e reconhecido de forma mais séria pelos praticantes como Bodysurfing. À tempos via alguns praticantes usando essas pranchas; então resolvi fabricar as minhas. Essas tem proporcionado alegrias aos amigos do grupo e aos bombeiros da praia do Grumari RJ.

RI! – Quais as características fundamentais que fazem um bom Bodysurfer?

FA – Tem que saber nadar bem, conhecer o mar e respeitar os seus limites. O Bodysurfing tem uma interação mais forte com o mar, pois você  sente que faz parte dele e ao invés de lutar contra as ondas, você pega uma carona deslizando suavemente. (Como os golfinhos fazem)

RI! – Para você, o que representa o Bodyboarding? Quais as suas influências?

FA – Representa a harmonia com o mar e a natureza. A felicidade de descer uma onda perfeita é inenarrável. Só quem surfa sabe e sente essa grande emoção. Minhas influências foram o Guilherme Tâmega e a atleta e jornalista Glenda Kozlowski.

RI! – Qual experiência mais alucinante que o Esporte já lhe trouxe?

FA – Foi meu primeiro tubo na praia do Inferno (RJ). As ondas de lá são as mais perfeitas, essa praia fica ao lado da praia do Grumari, tem difícil acesso, pra ir lá somente remando ou fazendo uma trilha com mais de uma hora de caminhada.

RI! – Recado para Galera da Ride It! que está lhe conhecendo, qual conselho deixa para nossos leitores?

FA – Se você já surfou um dia, volte! Eu voltei! Reencontrei amigos de longa data, até criamos um grupo chamado AMIGOS DO GRUMARI. Se nunca surfou, comece já!  Encorajar os outros amigos a aderirem aos esportes, ajudar os iniciantes com dicas e conselhos. Participar das ações de preservação das praias onde frequentam e surfam, pois nossos mares estão cada vez mais poluídos. As praias são, como nós surfistas chamamos, de ” quintal de casa” então vamos contribuir com a limpeza e solicitar sempre cobrando das autoridades competentes a limpeza e a fiscalização das mesmas. A praia que sou “local” por exemplo é a do Grumari, que é uma área de preservação ambiental, tendo sempre fiscalização e participações das associações de surf da região,  As outras praias ficam muito a desejar. (Quem ama preserva).

Nós da Ride It! ficamos gratos Fabinho por compartilhar a sua história. E para quem quiser acompanhar os trabalhos do Fábinho, segue os perfis do Instagram:  bigzhandsurf & studioolhodesigntattoo

BOAS ONDAS e Let´s Ride It! #eusourideit

 

 




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