1 – Credito de Foto Fabiano Guma BelPress Comunicacao (1)

Psicologia & Esporte – Introdução

Psicologia e Esporte – Fundamentos Básicos

 Ferraro Junior, N.

Prólogo

Inicio mais uma participação em colunas virtuais. Em outras publicações o foco era outro, agora, decidi falar sobre o preparo psicológico (mental) de atletas e demais esportistas. Em especial, sobre o quanto é importante essa característica para a prática esportiva de alto desempenho.

No Brasil, esse componente do treino ainda engatinha, isto, pode ser resultado do fator cultural: a figura do psicólogo ainda é vista como a uns dois séculos atrás – aquele que cuida apenas de “loucos” – de lá para cá, tanto o conceito de “loucura” mudou, tanto quanto das atribuições desse profissional. Hoje o psicólogo está inserido nos mais diversos contextos da nossa sociedade, não se limitando apenas a atividade clínica, muito menos à uma clínica para os “loucos”.  Se você ainda não se deparou com um profissional destes, certamente irá! Somos os responsáveis pela contratação de profissionais em organizações sérias e muitas outras funções dentro da área de recursos humanos; fazemos parte também da equipe que dirá se você está apto para tirar sua habilitação; Nas escolas, somos responsáveis não somente por conversar com os alunos e com os pais destes quando há algum comportamento desajustado, mas também de trabalhar em conjunto com todo o sistema de profissionais da escola. Também trabalhamos na área ambiental, pois afinal, o problema do meio ambiente, são alguns humanos que nele habitam! Poderia me estender neste ponto por horas, acredito que dê para escrever um livro sobre. Inclusive falar sobre as fatídicas manifestações do “Futebol” sobre a atuação desses profissionais! Os efeitos, falam por sí mesmo. Já deu pra sacar né!

Pra mim, é “fácil” falar sobre tanto do bodyboarding quanto da psicologia, já que minha vida começou neste esporte e, hoje, está na psicologia. Certamente, se na época em que competia tivesse o apoio de um psicólogo (e nem precisava ser somente do esporte), talvez minha trajetória profissional no esporte (e consequentemente pessoal) tivesse sido diferente. Não que ela não esteja satisfatória, mas certamente, seria “menos sofrida” e com certeza, mais saudável.

Talvez não seja “fácil” falar sobre a transição entre uma e outra atividade, os fatores que levaram a essa mudança drástica, mas progressiva, na faculdade ainda competia profissionalmente em campeonatos no sul do país. Vida de atleta é curta e dura, principalmente no Brasil. Aliais, a vida em sí – é curta e dura. E a figura do psicólogo irá te ajudar a suportar essa “dureza”, de forma alguma, irá lhe poupar das dores e frustrações da competição, como também da vida!

De acordo com Steinman (2003) “Assiste-se com frequência surfistas bem preparados tecnicamente, com o melhor equipamento, arrepiando no “Free Surf”, mas quando enfrentam a pressão da competição, perdem por não estarem suficientemente treinados nas áreas de concentração, tomada de decisão e autocontrole”. (…) “A essência da Psicologia do Esporte é a certeza de que os atletas mais bem sucedidos são aqueles que estão melhor preparados para reagir durante as competições (ibd.). Isso vale tanto para atletas profissionais quanto para os atletas de finais de semana ou ainda para pessoas que praticam atividades físicas regularmente.

Bom, em resumo, o que irei abordar nesta coluna quinzenal é a relação do Pessoal (nós e nós mesmos) com as questões esportivas, com as questões de competições e os aspectos mentais que as envolvem. Pretendo também, compartilhar um pouco do conhecimento sobre a Vida e sobre a psicologia com vocês, e, espero, aprender algo com vocês também, quem sabe, até plantar uma sementinha que auxilie vocês nessa jornada – pessoal, profissional e/ou esportiva!

Aloha.

“Todos os componentes do treinamento são fundamentais na qualidade da performance, mas é o preparo mental a lapidação mais importante para os bons resultados”

“Dr. Joel Steinman”

Referências:

 

STEINMAN, Joel. Surf e Saúde. / Joel Steinman. – Florianópolis, Santa Catatina, 2003.




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